A menopausa sempre existiu, a diferença é que agora, nós mulheres das
sociedades desenvolvidas, vivemos cada vez mais graças aos progressos da
medicina preventiva, do diagnóstico precoce das doenças, da melhora da
alimentação e da consciência que cada uma tem de sua própria saúde. A expectativa
de vida no mundo ocidental, hoje é bastante alta, podendo chegar a 85 anos em
algumas regiões, o que significa que realmente temos uma segunda vida pela
frente.
Até o século XIX uma minoria das mulheres sofria silenciosamente com a
menopausa porque a maioria morria jovem, bem antes dos 50 anos, geralmente de
parto. Para elas, estar na menopausa significava o fim da vida da mulher, já
que feminilidade e fertilidade eram tratadas como se fossem a mesma coisa.
A menopausa na sociedade moderna é com freqüência tratada como doença e
discutida em congressos e grupos técnicos especiais. Pesquisas científicas
estão em andamento, mas ainda muito pouco se sabe sobre o assunto.
Germaine Greer em seu livro intitulado Mulher, Maturidade e Mudança
alerta para o fato de que “enquanto as próprias mulheres não começarem
a contar as suas histórias, o que sentem e como sentem, a menopausa seguirá
sendo objeto de especulações e interesses mercantis e se afastará cada vez mais
da verdade e do ensinamento das experiências vividas”.
O resgate da partilha de experiências, prática comum entre nós, mulheres,
desde os tempos da caverna, é uma oportunidade de reflexão e cura neste momento
de crise e crescimento. Através do encontro com outras mulheres, da troca de
sentimentos e experiências, poderemos manter e recuperar nossa auto estima e
compreender o que está acontecendo com nosso corpo e alma. A compreensão traz a
aceitação, a aceitação traz paz e a paz interna promove a saúde e alegria de
viver. A soma disso tudo é um grande poder pessoal.
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