sábado, outubro 08, 2016

Curso Vivencial para Mulheres na Menopausa


Curso Vivencial para Mulheres na Menopausa

Dias 21 a 23 de Outubro de 2016 na Casa de Lakshmi – Vila Planalto, Bsb/DF

Temas: Sintomas e desafios da Menopausa, A aceitação das transformações físicas e emocionais. Qualidade de vida e auto estima. Ondas de Calor e Espiritualidade.
Esse workshop constará de rodas de conversa, trabalhos corporais, meditação, visualização criativa e oficina de lanches revitalizantes.
Facilitadora: Livia Penna Firme Rodrigues ( Dra. em Ciências da Saúde, autora do livro “Maturescência: Poder e Cura da Mulher na Menopausa”
Investimento: R$ 200,00
Informações: maturescencia@gmail.com; fone 32541137 ( 15 às 19 hs) whats 9 96183773

Curso Vivencial para Mulheres na Menopausa


Curso Vivencial para Mulheres na Menopausa

Dias 21 a 23 de Outubro de 2016 na Casa de Lakshmi – Vila Planalto, Bsb/DF

Temas: Sintomas e desafios da Menopausa, A aceitação das transformações físicas e emocionais. Qualidade de vida e auto estima. Ondas de Calor e Espiritualidade.
Esse workshop constará de rodas de conversa, trabalhos corporais, meditação, visualização criativa e oficina de lanches revitalizantes.
Facilitadora: Livia Penna Firme Rodrigues ( Dra. em Ciências da Saúde, autora do livro “Maturescência: Poder e Cura da Mulher na Menopausa”
Investimento: R$ 200,00
Informações: maturescencia@gmail.com; fone 32541137 ( 15 às 19 hs) whats 9 96183773

domingo, setembro 25, 2016

Convite para Workshop e Rodas de Conversa


Roda de Conversa na Menopausa, pra quê?


A menopausa sempre existiu, a diferença é que agora, nós mulheres das sociedades desenvolvidas, vivemos cada vez mais graças aos progressos da medicina preventiva, do diagnóstico precoce das doenças, da melhora da alimentação e da consciência que cada uma tem de sua própria saúde. A expectativa de vida no mundo ocidental, hoje é bastante alta, podendo chegar a 85 anos em algumas regiões, o que significa que realmente temos uma segunda vida pela frente.

Até o século XIX uma minoria das mulheres sofria silenciosamente com a menopausa porque a maioria morria jovem, bem antes dos 50 anos, geralmente de parto. Para elas, estar na menopausa significava o fim da vida da mulher, já que feminilidade e fertilidade eram tratadas como se fossem a mesma coisa.

A menopausa na sociedade moderna é com freqüência tratada como doença e discutida em congressos e grupos técnicos especiais. Pesquisas científicas estão em andamento, mas ainda muito pouco se sabe sobre o assunto.

Germaine Greer em seu livro intitulado Mulher, Maturidade e Mudança alerta para o fato de que “enquanto as próprias mulheres não começarem a contar as suas histórias, o que sentem e como sentem, a menopausa seguirá sendo objeto de especulações e interesses mercantis e se afastará cada vez mais da verdade e do ensinamento das experiências vividas”.


O resgate da partilha de experiências, prática comum entre nós, mulheres, desde os tempos da caverna, é uma oportunidade de reflexão e cura neste momento de crise e crescimento. Através do encontro com outras mulheres, da troca de sentimentos e experiências, poderemos manter e recuperar nossa auto estima e compreender o que está acontecendo com nosso corpo e alma. A compreensão traz a aceitação, a aceitação traz paz e a paz interna promove a saúde e alegria de viver. A soma disso tudo é um grande poder pessoal.

quarta-feira, setembro 07, 2016

A chegada da menopausa pode alterar nossa libido. Sim, já não temos mais o apelo ovariano, que dá uma rápida resposta quando estamos nos dias férteis! Nosso corpo, agora, tornou-se mais sutil, mais exigente. É preciso ter um “clima”, preparação, o toque nos pontos certos, com amorosidade e carinho. Nosso tesão continua lá. Somos como um forno à lenha, que parece estar frio, apagado, mas é só assoprar pacientemente que o fogo ressurge e esquenta tudo!

Se você está na menopausa e não está sentindo vontade de transar, se pergunte: meu parceiro está respeitando meu tempo? Ele está a par das transformações físicas, emocionais e espirituais que estou vivendo?

quinta-feira, agosto 25, 2016

 Porque a maturescência pode ser um período atribulado e confuso na vida de tantas mulheres?


Com o passar do tempo, a dedicação à família, filhos e ao trabalho passam a ser temas que já não ocupam tanto espaço em nossa vida e, embora permaneçam importantes, já não exigem o mesmo nível de compromisso de anos atrás. A cabeça da mulher muda, ela quer fazer outras coisas, resgatar os sonhos adiados e viver sua vida com mais liberdade e prazer. É uma nova chance que a vida traz para nos realizarmos a um nível mais pessoal e profundo.
Isso, para muitas, é inconcebível e até perturbador, pois não há uma permissão interna para desfrutar desses desejos.  Antigamente, muitas eram consideradas loucas quando demonstravam essa vontade e já não se dedicavam como antes aos afazeres domésticos! Mas agora, vivemos muito mais e somos milhões de mulheres com o mesmo anseio. E temos muito poder, poder de transformar o mundo, começando por nós mesmas e atingindo  a sociedade que nos rodeia.

Citando a Dra Christiane Northrup, autora do livro “ A Sabedoria da Menopausa”:

“Depois de atender milhares de mulheres que passaram por esse processo, e de tê-lo vivenciado pessoalmente, posso dizer com segurança que a menopausa é um estágio de desenvolvimento excitante – e se, participarmos dele de maneira consciente, vislumbraremos imensas possibilidades de transformação e de cura de nossos corpos, mentes e espíritos nos níveis mais profundos”.


Nesse sentido, Estamos elaborando rodas de conversas com maturescentes que se interessam pela grande descoberta que é entrar neste ciclo com qualidade e saúde.

Terças-feiras à tarde:
13 e 27 de Setembro às 16:30 às 18:00 horas

Sextas-feiras à noite:
2, 16 e 30 de Setembro às 18:30 às 19:45 horas

Maturescência: período de alterações hormonais da vida feminina que envolvem a pré-menopausa (perimenopausa), a menopausa ( última menstruação) e a pós menopausa. Vai dos 40, 45 anos até 65 anos ou mais. Tudo depende de cada mulher.
Temas a serem tratados: Mudanças físicas, emocionais e espirituais da maturescência: calores, depressão, agressividade, baixa auto estima.

❤❤❤ O lado bom da maturescência: você conhece? ❤❤❤

Como conviver, aceitar e mudar essas alterações em nosso corpo?


Local:
Casa de Lakshmi
Acampamento Rabelo, Rua Brasília, casa 07 - Vila Planalto, 7080.
Brasília/DF



Esperamos você com muito carinho e dedicação!


quinta-feira, abril 28, 2016

LIVRO MATURESCÊNCIA; Poder e Cura da Mulher na Menopausa



MULHERES QUERIDAS,

Há algum tempo publiquei esse livro, que trata de temas voltados para o período da menopausa.
Temas importantes para quem atravessa essa fase.
Em breve iniciaremos rodas de conversa em Brasília, na Casa de Lakshmi. Veja no facebook nossa localização.
As rodas de conversa serão dirigidas para mulheres na menopausa e trata-se de um espaço de encontro, partilha e cura do feminino.
Participe!
Interessadas enviem um email para liviapennafirme@gmail.com



domingo, março 13, 2016

SENSUALIDADE E SEXUALIDADE NA MENOPAUSA


Outro dia eu compartilhei algumas reflexões pessoais sobre a sensualidade e sexualidade na
fase da menopausa. Hoje gostaria de conversar de outra forma, mais informativa e  
científica, vamos dizer.
A sensualidade e sexualidade existem enquanto estamos vivas e permeiam todos os momentos
 da vida. O desejo sexual é apenas um aspecto e, na maturidade, a libido muda, torna-se mais
 refinada e exigente. 
Os picos hormonais do período fértil, que trazem aquele fogo da ovulação, já não existem 
mais e muitas mulheres sentem que o tesão acabou. Mas o tesão pode ser cultivado.
Na menopausa, nós, mulheres, precisamos de mais cuidado, estímulo e carinho na relação 
sexual. Bem estimuladas, funcionamos normalmente e temos o mesmo poder de sedução e
 de orgasmo que antes.
A falta de libido, queixa comum entre muitas mulheres nesta fase, tem um sentido. 
Na época da ovulação, o desejo aumentava porque o corpo estava pronto para engravidar, 
seguir seu curso fisiológico, destino natural de fêmeas mamíferas como nós. 
Agora, esse apelo não existe mais. O sexo passa a ter um significado diferente, que vai 
além de acalmar o fogo: pede amizade, carinho, encontro, cumplicidade.
Sinto que o mais difícil  na maturescência é encarar as mudanças do corpo, o que faz com
 que muitas mulheres maduras comecem a se sentir  pouco atraentes.
 As transformações trazidas pelo tempo não são fáceis de lidar e muitas mulheres as rejeitam. 
Aceitar as mudanças não significa estar fora do mundo, ou não ter sonhos e ambições. 
Mas estar no mundo, com nova postura, serenidade e sabedoria.
Muitas coisas foram vividas e nos deixaram marcas. 
As incontáveis ovulações, TPMs, menstruações, aleitamento, criação dos filhos e as exigências 
da vida familiar, tudo isso ficou para trás.
 E, naturalmente, o estrogênio contribuía para nos manter alertas e ativas nesses períodos.

AUSENCIA DO ESTROGENIO
                                                                                                                  
A falta de estrogênio traz várias consequências para o corpo, inclusive resseca a vagina e altera 
a textura dos lábios e, em 
alguns casos, diminui o diâmetro do canal vaginal. 
Essas alterações perturbam a vida sexual de muitas mulheres e algumas começam a sentir que não 
devem ser mais ativas,sexualmente. 
O ressecamento vaginal pode ser tratado com creme à base de estrogênio natural, ou com lubrificante
 à base de água, usado durante o relacionamento sexual. 
Óleos naturais prensados a frio, como de gergelim, amêndoa ou coco ou óleo de vitamina E,
 colocados com os dedos no interior da vagina, previnem o ressecamento e tratam a mucosa vaginal.
A prática da masturbação é também excelente para manter a vagina e o períneo em forma. 
Pesquisa recente mostrou que mulheres que aderiram à prática da masturbação 
recuperaram o tônus vaginal, prevenindo a incontinência urinária, e evitaram o ressecamento,
 devido ao estímulo freqüente que produz os fluidos 
vaginais. (http://www2.uol.com.br/menospausa/secvag.htm).

NOVAS POSSIBILIDADES

Falar em masturbação na idade madura é ainda um tabu. E a maioria das pessoas não 
direciona o tempo para se amar, para descobrir seu corpo. Que tal aproveitar essa fase de 
nossas vidas para nos descobrirmos mais?
Além disso, necessitamos que as preliminares sejam mais longas e eficientes, 
e com muito carinho. Vai muito além da penetração. 
Aliás, em todas as fases da vida a mulher gosta de ser tratada assim, sem pressa.  
O sexo oral prolongado e feito no capricho estimula a produção dos fluidos vaginais, 
levando-nos a ter excelentes orgasmos.  
A menopausa não significa o fim da sexualidade feminina, mas o início de uma nova 
sexualidade e sensualidade, outro jeito de vivenciar o sexo, o amor e o prazer.
Momento de abertura para novas possibilidades!

quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Reflexões sobre Sensualidade e Sexualidade na Menopausa



O mar acorda minha sensualidade e sexualidade, que andam esquecidas esses tempos.
Uns dias na praia, umas cervejas a mais, culminando com uma seleção de musicas lindas, interpretadas por um cantor romântico... nossa, pega na veia, toca o coração!
" Amélia que era mulher de verdade". Eu sempre fui, ainda sou!
"Eu preciso te falar, vou te amar de qualquer jeito". Nem sei se o verso é esse mesmo, mas são tantos, lindos, de nossos queridos poetas brasileiros.
A lua quase cheia. E me sinto uma mulher aberta para o amor, para amar e ser amada.
Nós, mulheres, somos assim. Temos uma capacidade de amar que nunca morre completamente. Na verdade, me refiro aqui ao fazer amor. Como dizem, a mulher é como um forno à lenha, parece que está totalmente apagado, mas vai lá, dá uma assopradinha e o fogo volta, pra esquentar. 
As memórias alimentam o calor, mil filminhos passam em minha cabeça.
Volto pra casa feliz. Feliz e viva.
Uma mulher de verdade.

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Mais Pausa

 Viajei para Caraíva, Bahia.
Que delícia  passar uns dias na praia, em um lugar tão lindo, sem carros pelas ruas, sossego,contato com a natureza, descanso, relaxamento.
Sim, precisamos muito disso.
Dar um tempo, relaxar, esvaziar a mente, tomar banhos de rio e de mar, caminhar, agradecer a beleza,o céu azul, a vida.
Estamos vivendo um momento de pausas. Menopausa.
Nosso corpo pede pausas ao longo do dia.Aquela energia dos trinta anos, em que fazíamos tudo, de manhã  à  noite, não existe mais. Precisamos aceitar esse fato, sem olhar para o passado e sem lamentações.
Agora é assim. Temos uma longa jornada percorrida e outra para percorrer; só que agora com calma, muito cuidado com o corpo e sensibilidade com o nosso Ser. 
Sim, além de tudo, somos e estamos muito mais sensíveis!
Pausa para sentir nosso coração, rever nossas emoções e descansar ao longo do dia. E pausas para viajar, passear, sair da rotina, conhecer um lugar bonito e novo.
Nova Pausa. Mais Pausa. Menopausa!


quarta-feira, janeiro 20, 2016

ENFRENTANDO O CALORÃO QUE ANTECEDE A MENOPAUSA


O corpo começa a dar seus sinais. São sintomas e mais sintomas que podem acontecer ou não, na fase da perimenopausa, ou seja, a fase em que os sintomas começam a surgir, devido à baixa hormonal.
Esses sintomas estão relacionados à estória de cada mulher, do seu corpo e da sua essência. Sim, essência, que é o que temos de mais profundo, que não acaba nunca. É assim que eu entendo a alma, o espírito, como a nossa essência. E como é importante estar pertinho dela, a parte mais íntima de nosso ser. É onde se encontram nossos segredos, as respostas para os conflitos, a cura para as doenças, o estímulo para o amor, a força da vida.
A busca pela essência verdadeira deveria nos acompanhar por toda a vida; faz parte do desenvolvimento espiritual do Ser. Ao chegar à menopausa, essa busca se intensifica, sentimos que já não é mais possível adiar ou ignorar esse lado. O próprio corpo começa a dar sinais de que uma forte transformação interior é necessária. Mestres e Xamãs que trabalham com práticas indígenas desenvolvidas pelas tribos nativas há seis mil anos, interpretam as ondas de calor que surgem na perimenopausa, como o fogo da transformação, o fogo interior que chega para queimar velhos padrões de comportamento. O fogo que faz renascer uma nova mulher, consciente de sua maturidade, repleta de poder. As ondas de calor são interpretadas como uma purificação. Uma delas, Lynn Andrews, em seu livro intitulado A mulher do limiar de dois mundos: a jornada espiritual da menopausa (São Paulo: Ágora, 1995), diz o seguinte:

“Fazemos troça de nossas ondas de calor na tentativa de torná-las menos assustadoras. Não fazemos ideia de que tais sintomas de desequilíbrio hormonal são também o acender de um fogo interior que prepara a mulher para uma fase incrivelmente poderosa de sua vida. Ao nos aproximarmos desse novo limiar, foi-me ensinado que a alquimia do calor está presente para purificar o corpo e o espírito dos entulhos negativos. Os ataques súbitos de calor precisam ser acolhidos em vez de combatidos.”

Nas sociedades ocidentais, o aspecto espiritual é deixado em segundo plano, embora esteja presente, caminhe junto e seja inseparável dos outros aspectos da vida. As tarefas do dia-a-dia, a correria, o consumo, a preocupação em ganhar dinheiro, deixam as pessoas completamente ocupadas e identificadas com os papéis que desempenham na sociedade em que vivem, tornando-as  desconectadas da sua Essência.
Na fase da menopausa, ocorre uma mudança importante que faz com que a força espiritual desabroche ou se intensifique. Uma necessidade interna de cuidar do lado espiritual surge e é ajudada pela revisão da vida, que, necessariamente, a idade traz. Passamos a reconhecer as ilusões, o que é verdadeiro e o que é falso. A jornada se aprofunda naquelas que cultivaram esse aspecto por toda a vida e passa a provocar cotidianamente aquelas que nunca deram espaço e tempo para isso. Acontece, então, um processo de iniciação, que não é desagradável. Ao contrário, constatar a vida espiritual presente, latente, conduzindo a jornada, traz alegria, paz, entrega e aceitação. Gratidão por ter chegado até aqui.
Mais uma vez cito Lynn Andrews:

“Essa fase de mudanças é um período de liberação em que a mulher começa a colher os frutos de tudo o que ela aprendeu e realizou. É o tempo em que sua vida espiritual, por fim, começa verdadeiramente. A menopausa é um processo de renascimento do qual a mulher emerge com novas responsabilidades, novos espelhos e novo poder. No cerne da menopausa está a descoberta por cada mulher de seu próprio mistério pessoal, uma iluminação de sua relação particular com a totalidade de seu processo de vida.”

A negação dessa manifestação pode causar doenças, acidentes, acontecimentos fortes, que necessariamente conduzirão a uma reflexão espiritual. Naturalmente, é difícil lidar com esse calor em nossa vida cotidiana, com suores repentinos intensos. Quem sabe a consciência desse fato traga uma nova compreensão sobre o sintoma das ondas de calor, levando-nos a ter mais tolerância com elas.
Durante a minha perimenopausa, em momentos em que estava sendo atingida por essas ondas escaldantes, com a ajuda de um leque, mentalizava a transformação, a purificação, a mesma que acontece quando jogamos em uma fogueira papel velho, fotos amareladas, diários antigos... A Natureza faz o mesmo conosco, numa tentativa de derreter antigos padrões, modificar, transformar em cinzas o que não precisamos mais, para justamente podermos renascer das cinzas, como Fênix. Renascer para outra vida, agora muito mais espiritual.

E como cultivar a espiritualidade?

Certa vez, tive contato com uma experiente terapeuta que disse uma frase que nunca esqueci: “O sagrado começa quando acordamos e termina quando acordamos...”
Não há um limiar, tudo aquilo que praticamos diariamente é espiritual. Acredito na visão holística que considera que os aspectos físico, mental, emocional e espiritual não são inseparáveis, estão presentes em todas as coisas e acontecem simultaneamente. É a complexidade, que interliga todos os aspectos da vida, que lembra que somos parte do Todo, do Cosmos, que coloca a incerteza, os altos e baixos, o inacabado, como fatores comuns do cotidiano.
Estar consciente disso, estar totalmente presente em cada ação realizada, agindo da forma que o seu Ser Interior acredita, isso é viver espiritualmente. E cabe a cada uma ir tecendo essa grande rede, a qual todas pertencemos, sabendo que não estamos sós.
Um fim de semana em contato com a Natureza é um excelente meio de conexão espiritual. A contemplação do nascer do Sol, de uma noite de lua cheia, ouvir o barulho de uma cachoeira, caminhar em lugares bonitos, observar quaresmeiras ou ipês floridos, tomar banhos de mar, de rio... São infinitas as possibilidades oferecidas que nos colocam perto da Mãe Terra e do Pai Céu.
A partir deles, entramos em contato com nossa natureza interior, encontramos nossa essência e sentimos o sagrado dentro de nós.  E em troca receberemos energia, alegria, vontade de viver!
A meditação diária é um exercício essencial para permanecer centrada e em contato com o seu Ser Interior. A partir dela, sentimos aquele fio que nos conecta com o Céu e a Terra, que nos coloca em contato com a sabedoria e a paz internas e com o momento presente.
Várias situações cotidianas nos fazem entrar em meditação, como encontrar os amigos, fazer um artesanato, caminhar, preparar uma comida gostosa, entre tantas outras. Cada uma de nós tem suas crenças e sua forma de lidar com sua espiritualidade. O importante é cultivar esse aspecto, criar espaço para que ele esteja presente em nossa vida e reconhecer que a menopausa expande este canal dentro de nós.
No meio dos calores, certa época, me sentia pressionada pelo cotidiano e surgiu uma oportunidade de fazer um retiro espiritual. Percebi a importância de “dar um tempo”, de olhar as coisas de fora e ver que tudo continua acontecendo, quer eu esteja ou não fazendo alguma coisa. O mundo não vai parar porque eu parei, mas meu corpo e alma agradecem.


sábado, janeiro 16, 2016

O QUE É MATURESCÊNCIA?



Nos últimos anos, li vários livros e artigos sobre menopausa e maturidade. Pesquisei sites, conversei com mulheres, dei palestras e entrevistas sobre diversos aspectos da menopausa. Aos poucos, fui escrevendo meus pensamentos e sensações a respeito dessa fase, à medida que eu vivenciava meu próprio processo de perimenopausa.
Momento complicado esse, quando a diminuição do hormônio feminino progesterona sacode o corpo, a mente e as emoções, provoca uma revolução, nos coloca mais perto do espírito e, após esse balanço geral, culmina com a menopausa. Depois, o processo se acalma, se estabiliza e passamos a conviver normalmente com o nosso novo estado de mulher madura.
Maturescência, que palavra linda! A primeira vez em que a vi foi no livro A segunda vida das mulheres, de Christiane Collange, uma escritora francesa que dedicou sua vida ao trabalho com o feminino. Segundo ela, esse é um novo termo, inventado em Genebra, “para designar o período dos 40 aos 65 anos, as crises e mudanças que ocorrem durante o envelhecimento”.
Vivemos em uma sociedade ocidental que valoriza a beleza, a juventude e a fertilidade. Então, é natural que, ao chegarmos à maturescência, venha uma crise, assim como aconteceu na adolescência.
A Natureza pede transformações para continuar em evolução. É necessário deixar coisas para trás e incorporar outras, o que nem sempre é feito sem sofrimento. As alterações hormonais fazem parte do nosso cotidiano. Após a primeira menstruação, chegam as TPMs, gestações, lactações, episódios comuns na vida das mulheres em idade fértil, que continuam até o momento em que os óvulos diminuem, a produção dos hormônios se torna irregular, culminando com a última menstruação. Tudo isso é simples e natural, mas como a própria vida, provoca altos e baixos, às vezes difíceis de administrar.
Por que a maturescência  é tão difícil para a maioria das mulheres?
Com o passar do tempo, o amor, os filhos e o trabalho passam a ser temas que já não ocupam tanto espaço em nossa vida e, embora permaneçam importantes, já não exigem a dedicação e o nível de compromisso de anos atrás.
Isso contribui para a crise da maturidade a que estamos todas sujeitas.

“Chamemos essa crise, se quiserem, de maturescência. No que se refere às mulheres, adolescência e maturescência têm um ponto em comum: ambas supõem uma transformação fisiológica das funções reprodutivas, com as devidas repercussões psicológicas e afetivas. A adolescência marca o início do processo da fecundidade, a maturescência determina seu fim.”
 (Christiane Collange, em A segunda vida das mulheres) Barueri: Sá Editora, 2005.