sábado, janeiro 16, 2016

O QUE É MATURESCÊNCIA?



Nos últimos anos, li vários livros e artigos sobre menopausa e maturidade. Pesquisei sites, conversei com mulheres, dei palestras e entrevistas sobre diversos aspectos da menopausa. Aos poucos, fui escrevendo meus pensamentos e sensações a respeito dessa fase, à medida que eu vivenciava meu próprio processo de perimenopausa.
Momento complicado esse, quando a diminuição do hormônio feminino progesterona sacode o corpo, a mente e as emoções, provoca uma revolução, nos coloca mais perto do espírito e, após esse balanço geral, culmina com a menopausa. Depois, o processo se acalma, se estabiliza e passamos a conviver normalmente com o nosso novo estado de mulher madura.
Maturescência, que palavra linda! A primeira vez em que a vi foi no livro A segunda vida das mulheres, de Christiane Collange, uma escritora francesa que dedicou sua vida ao trabalho com o feminino. Segundo ela, esse é um novo termo, inventado em Genebra, “para designar o período dos 40 aos 65 anos, as crises e mudanças que ocorrem durante o envelhecimento”.
Vivemos em uma sociedade ocidental que valoriza a beleza, a juventude e a fertilidade. Então, é natural que, ao chegarmos à maturescência, venha uma crise, assim como aconteceu na adolescência.
A Natureza pede transformações para continuar em evolução. É necessário deixar coisas para trás e incorporar outras, o que nem sempre é feito sem sofrimento. As alterações hormonais fazem parte do nosso cotidiano. Após a primeira menstruação, chegam as TPMs, gestações, lactações, episódios comuns na vida das mulheres em idade fértil, que continuam até o momento em que os óvulos diminuem, a produção dos hormônios se torna irregular, culminando com a última menstruação. Tudo isso é simples e natural, mas como a própria vida, provoca altos e baixos, às vezes difíceis de administrar.
Por que a maturescência  é tão difícil para a maioria das mulheres?
Com o passar do tempo, o amor, os filhos e o trabalho passam a ser temas que já não ocupam tanto espaço em nossa vida e, embora permaneçam importantes, já não exigem a dedicação e o nível de compromisso de anos atrás.
Isso contribui para a crise da maturidade a que estamos todas sujeitas.

“Chamemos essa crise, se quiserem, de maturescência. No que se refere às mulheres, adolescência e maturescência têm um ponto em comum: ambas supõem uma transformação fisiológica das funções reprodutivas, com as devidas repercussões psicológicas e afetivas. A adolescência marca o início do processo da fecundidade, a maturescência determina seu fim.”
 (Christiane Collange, em A segunda vida das mulheres) Barueri: Sá Editora, 2005.






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